sábado, 2 de fevereiro de 2013
“Talvez esse seja o texto mais confuso que você irá ler meu caro leitor. Esse texto é igual a eu, confusa. Então eu irei compreender se você depois terminar de ler e disser: “não entendi nada”. Seria bem compreensível, já que eu estou escrevendo sobre uma pessoa que eu mesmo não conheço: eu. Sabe, as vezes eu acho que tudo poderia ser diferente. Se eu fosse calma e quieta. Se eu não tivesse me apaixonado… Eu acho que todas as coisas pelas quais eu estou passando agora, não existiriam. As vezes eu acho que o problema é ele. Foi ele, que me fez assim, o que sou agora, de uma certa maneira, eu acho. Eu acho que eu acho demais. Eu tenho essa doença de achar tudo, achar que eu vou ser feliz, achar que vai ser diferente… esse achismo meio que me cansou. Eu sonho as vezes sobre coisas que nunca vão acontecer. O engraçado é que de uma certa maneira eu crio minhas próprias ilusões, não são os outros que me iludem. Porque se eu não tivesse meu achismo e minhas expectativas tão altas, as vezes tudo o que aconteceu comigo, talvez, não tivesse acontecido. Ai, você no meio dessa minha história confusa se pergunta: o que aconteceu com você? O que aconteceu comigo? Eu aconteci. Se eu não fosse quem sou, talvez nada teria começado, afinal. Eu e essas minhas ilusões me cegaram, e quando eu fui enxergar a realidade novamente, me decepcionei. Chorei, desabei. E desejei que aquilo nunca mais acontecesse comigo. Me fechei. É, assim mesmo. Eu sou aquela sra. Eu tenho que ser perfeita. Mas o engraçado é que quanto mais eu tento ser perfeita, mais imperfeita eu sou. Eu me sinto sozinha, como se todo mundo que eu amasse tivesse partido. Eu tenho 7 bilhões de pessoas que tenho que aturar todo dia e me sinto sozinha. Você tem 7 bilhões de pessoas nesse mundo caótico, mas nessas 7 bilhões você precisa de uma pra te fazer feliz. E sabe o mais doido disso tudo? Eu achei aquela pessoa que em meio desses 7 bilhões é vista como insignificante, mas pra mim, ultrapassa a importância de qualquer outra em meio desses 7 bilhões. O engraçado é que quando se acha alguém, você espera que ele ou ela te faça feliz, mas e quando não faz? Alguém pode me explicar que merda é essa? Você pensa na pessoa 24 horas, olha pra ela 25 horas, e sonha com ela 28 horas, para ela ao invés de botar sorrisos em teu rosto, fazer com que brotem lágrimas dele. Eu não entendo do que chamam de amor, desse tal sentimento. Eu sei que sinto por você ele, mas eu não sei o porque que eu sinto. Era para ser assim mesmo? Sofrer, sofrer, sofrer… cadê a parte que eu sou feliz? Cadê a parte que eu sou feliz ao seu lado? E aí o vosso senhor leitor chega nessa parte e pensa: ah, ela ama alguém. Eu não sei o que é exatamente amar mais, porque milhares de pessoas já falaram isso pra mim. E no final, elas foram embora. Eu não sei se o amo, eu sei que meu coração acelera quando eu vejo ele, eu sei que eu não paro de pensar nele um segundo. Acho isso meio doentio, pra falar a verdade. E afinal de contas, era pra doer? Porque meu amigo, meu leitor, tá doendo, e muito ;/
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